CADERNO DE ENCARGOS

1. MOVIMENTO DE TERRAS

Será necessário modificar a configuração do terreno, por forma a ajustá-lo às necessidades desta construção que se vai realizar.

Para conseguir o nível de terreno a partir do queremos edificar, será necessário recorrer ao desmonte do terreno conjuntamente com terraplanagem.

1.1. TERRAPLANAGEM

Terraplanagem geral para implantação do edifício.

1.2. DESMONTE

Segundo a natureza do terreno e o seu grau de compacidade, o nivelamento será efectuado com o auxílio de meios mecânicos.

As terras provenientes da acção de desmonte serão utilizadas para efectuar os aterros necessários, a parte não utilizada destas terras deverão ser levadas para o vazadouro, sendo esta acção controlada pela fiscalização.

O modo de executar as escavações é de livre escolha do empreiteiro, devendo porém permitir o bom andamento dos trabalhos, e não prejudicar as condições de segurança de pessoas ou equipamento devendo ser submetido, nas suas fases principais, à aprovação da Fiscalização.

1.3. ATERROS

Antes do início da construção dos aterros, a superfície do terreno em que os mesmos irão assentar deverá ser limpa de vegetação, devendo ainda ser retirada a camada de terra vegetal numa espessura a indicar pela fiscalização.

As terras empregues nos aterros deverão ser limpas, e livres de raízes e de outros materiais que possam prejudicar uma perfeita consolidação.

Os aterros serão convenientemente executados de modo a evitar o seu posterior assentamento.

1.4. ABERTURA DE CABOUCOS

As escavações para abertura dos caboucos para as sapatas e maciços de encabeçamento serão feitas pelos processos que o empreiteiro entender utilizar desde que aceite pela fiscalização.

Os caboucos, serão escavados até à profundidade indicada nos desenhos de construção, (ver projecto de Estruturas). A escavação será sempre completada por um cuidadoso saneamento das paredes e soleiras dos caboucos.

Os produtos das escavações, serão removidos para local apropriado, que a fiscalização poderá fixar, e serão regularizados no depósito.

2. FUNDAÇÕES

2.1. SAPATAS

As fundações deverão ser executadas de acordo com o prescrito no Projecto de Estrutura.

Em todos os caboucos, tanto das sapatas como das vigas de fundações, será executada uma camada de betão de limpeza, ou de selagem se necessário, conforme se indica nos desenhos de construção com cerca de 0,05 m de espessura. A escavação a efectuar, deverá pois contar com a altura correspondente a esse betão.

A betonagem das sapatas deverá ser contínua.

3. ESTRUTURAS BETÃO

O betão será utilizado em pilares, vigas, lajes, muros de suporte, paredes portantes, guardas de escada, galerias de acesso, guarda fogos e cortinas de varandas.

As lajes serão maciças.

O betão a empregar é o C20/25 conforme especificado no Projecto de Estruturas.

Em tudo quanto disser respeito à composição, fabricação e colocação em obra dos betões e as restantes operações complementares, seguir-se-ão as regras estabelecidas pelo Regulamento de Betões de Ligantes Hidráulicos, aprovado pelo Decreto nº 445/89 e pelo Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado aprovado pelo Decreto nº 349 – C/83 de 30 de Julho.

4. ALVENARIAS

Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a alvenarias, seus reforços e drenos em alvenarias duplas, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

  • Os panos exteriores das alvenarias duplas, em fachadas, ficarão salientes em relação aos elementos estruturais, a fim de se obter exteriormente o mesmo plano da forra dos elementos de betão.
  • A construção de paredes de alvenaria em tijolo de 30x20x11 cm, será assente em argamassa de cimento e areia ao traço 1:5 em panos duplos com caixa de ar e espessura final de 30 cm, em paredes exteriores.
  • A construção de paredes exteriores com lâmina em betão armado (conforme projecto de estruturas) e pano duplo em alvenaria de tijolo 30x20x7 cm, assente em argamassa de cimento e areia ao traço 1:5, com caixa de ar e espessura final com cerca de 37 cm.

5. CANTARIAS

Fornecimento e aplicação de:

  • Pedra serrada polida em soleiras de acordo com o funcionamento das janelas e portas com 0.32×0.04m
  • Idem, idem, em peitoris com 0.32×0.04 m
  • Idem, idem, em peitoril com 0.18×0.04 m
  • Pedra mármore em tampos para embutir os toucadores e lavatórios com 0.55×0.03 m
  • Tampos em granito sobre bancadas das cozinhas, iguais aos do bloco “A”

6. COBERTURAS

  • Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativo a coberturas e seus isolamentos e impermeabilizações, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.
  • Telha regional assente em argamassa de cimento, cal e areia ao traço 1:2:8, na laje de cobertura em betão armado ou assente sobre placa de lusalite ou laje com vigotas pré- esforçadas.
  • Betão “Leca” ou similar formando pendentes sobre laje de betão.
  • Betonilha sarrafada nos terraços, incluindo formação de caleiras para receber a respectiva impermeabilização.
  • Formação de caleira com grelha, em cada piso, no final do patamar das escadas exteriores.
  • Tubos de queda em PVC de diâmetro constante no projecto.
  • Ralos de pinha.
  • Funis em chapa de zinco nos tubos de queda.
  • Acabamento final do terraço não acessível com tela asfáltica de 4 kg no mínimo revestida a xisto de cor beje colocada sobre tela de 4kg com poliester.
  • Terraços acessíveis revestidos a pedra regional bujardada de 0.20 de largura e comprimentos variáveis.

7. REVESTIMENTO DE PAREDES

Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a revestimentos de paredes, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

Consideram-se incluídos neste capítulo os revestimentos das paredes interiores de condutas de extracção de fumos executadas em alvenaria de tijolo.

Salpico, emboço e reboco com argamassa de cimento e areia ao traço 1:5 com acabamento à mão livre, à colher em paredes exteriores, prontos a receber pintura.

Admite-se o emprego de argamassa projectada desde que o sistema de aplicação seja submetida à aprovação da fiscalização.

Salpico, emboço e reboco fino com argamassa de cimento e areia ao traço 1:6, com acabamento a roscone em paredes interiores.

8. REVESTIMENTO DE TECTOS E TECTOS FALSOS

Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a revestimentos de tectos, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

Tectos falsos contínuos em “Pladur” com todos os materiais e trabalhos inerentes. As placas serão aparafusadas a uma estrutura formada por perfis metálicos que se fixarão às lajes através de peças de suspensão.

Inclui-se iluminação embutida no tecto falso.

A montagem, o modo de execução e o tratamento das juntas deverá satisfazer as indicações do fabricante. Inclui-se barramento e pintura.

9. REVESTIMENTO DE PAVIMENTOS, RODAPÉS E DEGRAUS

Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a revestimentos de pavimentos, rodapés e degraus, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e cadernos de encargos.

10. IMPERMEABILIZAÇÕES E ISOLAMENTOS

Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projecto relativos a impermeabilizações e isolamentos, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos

Impermeabilização das lajes de cobertura:

  • Em terraços não acessíveis
  • Em Terraços acessíveis.
  • Em telhados revestidos a telha canudo.

Impermeabilização da laje de cobertura dos telhados com “Flinttkot” nos casos de laje ventiladas ( caso das varandas ) ou com placa ondulada aderente com tela de impermeabilização integrada nos demais casos.

Nas lajes dos pisos interiores e exteriores, enchimento com Betão “LECA” de forma a conseguir as pendentes necessárias ao bom escoamento das águas dos terraços, de acordo com os pormenores de desenho.

Impermeabilização de fundações, varandas e piso térreo, galerias de acesso, com uma tela asfáltica de 4kg, que deverá rematar sob as soleiras com altura mínima de 0,20m acima do pavimento.

11. CARPINTARIAS

11.1. ASPECTOS GERAIS

a) Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projeto relativos a carpintarias, incluindo o fornecimento e aplicação de ferragens, fechaduras, puxadores e todos os materiais com todos trabalhos inerentes.

b) Todos os vidros e produtos de acabamento, como pinturas, envernizamentos e outros, devem incluir-se nos respetivos capítulos.

Portas de entrada em madeira iguais ou similares as do Bloco “A” incluindo aros, ferragens e assentamento. (P1 – 0,90X2,00m)

Portas interiores normalizadas, folheadas a andiroba ou similar de 1 batente com orla saliente e com perfil sobreposto, incluindo guarnições, ferragens e assentamento.

Portas em madeira de pinho de correr formando lâminas, para pintar, nos espaços ocupados pelos termoacumuladores com 0,80×2,00m; 0,90×2,00m; 0,80×2,00m e folhas de correr nas despensas.

Portas em madeira de pinho de abrir, formando lâminas, para pintar, com 0,80×2,00 em despensas.

Os roupeiros deverão, sempre que possível, ter altura até o teto e largura conforme o indicado nas plantas de Arquitetura. Deverão ainda incluir aros, prateleiras, bloco com 4 gavetas, portas de correr, ferragens e respetivo assentamento.

12. ALUMÍNIOS

Fornecimento e montagem de caixilharias de alumínio lacado branco em vãos envidraçados, incluindo vidros, ferragens, fechaduras e todos os trabalhos e fornecimentos necessários a um perfeito acabamento.

Os perfis de alumínio deverão estar preparados para receberem vidros duplos (5+10+4 ).

a) Todas as vedações de encontro às ombreiras, peitoris e padieiras, serão realizadas com produto apropriado a aprovar pela Fiscalização.

b) A fixação dos vidros deverá ser feita de preferência com perfis apropriados de borracha, independentes ou não de bites, que mantenham as características elásticas pelo menos por 5 anos e garanta uma boa vedação.

c) O sistema de fixação deverá envolver pelos dois lados os bordos de fixação dos vidros.

  • Caixilho fixo em alumínio lacado de branco em janela de peito
  • Janelas mistas, com parte inferior fixa e superior basculante em alumínio lacado branco, incluindo ferragens e assentamento.
  • Janelas de peito correr com acabamento a lacado branco, incluindo ferragens e assentamento.
  • Janelas de sacada com duas folhas de correr com acabamento a lacado branco, incluindo ferragens e assentamento.

13. VIDROS

13.1 ASPECTOS GERAIS

a) Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projeto relativos a colocação de vidros, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.

b) Quando o Empreiteiro pretenda complementar os pormenores ou propor alterações, deverá submete-las à aprovação da Fiscalização pelo menos um mês antes do início dos trabalhos.

O emprego de vidro liso será feito nos vãos exteriores ( Ver mapa de vãos).

O emprego de vidro impresso será feito nas janelas das instalações sanitárias.

O emprego do vidro duplo laminado no exterior e temperado no interior nas claraboias.

15. PINTURAS

  • Ao Empreiteiro compete a execução de todos os trabalhos deste projeto relativos a pinturas, envernizamentos, enceramentos e outros acabamentos de película fina, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.
  • As pinturas e envernizamentos, ou outros acabamentos finais não referidos nos trabalhos deste capítulo, fazem parte da empreitada, tendo sido incluídos com as respetivas carpintarias, serralharias, alumínios, revestimentos de madeira, etc.

16. INSTALAÇÃO DE REDES DE ÁGUAS.

Rede de águas frias e quentes (tubagem de água quente isolada) de acordo com o projeto e os regulamentos em vigor, abastecendo todos os aparelhos sanitários, lava-loiças e aparelhos de aquecimento de águas incluindo assentamento de loiças, torneiras e demais acessórios.

Inclui a rede exterior com todos os trabalhos de construção civil inerentes.

16.1 REDES DE ÁGUAS FRIAS E QUENTES

Toda a tubagem interior será do sistema “WIRSBO-PEX”, pn 10 com os diâmetros regulamentares. A instalação deverá ser executada segundo as prescrições do fabricante e utilizando os respetivos acessórios. Os tubos deverão ser facilmente substituíveis.

Todos os aparelhos sanitários e lava-loiças serão alimentados por tubagem de água quente e fria, excluindo sanitas.

Estão previstas alimentações para máquinas de lavar loiça e roupa.

Inclui-se a execução de nichos com portas metálicas para colocação dos contadores no exterior dos apartamentos. Abertura e tapamento de roços e restantes trabalhos de construção civil de apoio à instalação.

Fazem parte desta empreitada o fornecimento e aplicação de todos os acessórios incluindo torneiras, tanto de serviço como de segurança, devendo todos os componentes garantir a estanquicidade e a resistência à pressão da rede.

Nas cozinhas as torneiras serão misturadoras do tipo DAMIKA REF. 64120.15

As torneiras serão monocomando do tipo da Roca modelo “MONOJET” cromadas nas casas de banho dos apartamentos e instalações sanitárias em geral.

Nas cozinhas as torneiras serão misturadoras do tipo DAMIKA REFª 64120.15. Em casas de banho serão monocomando do tipo ROCA modelo “MONOJET” cromadas.

17. INSTALAÇÃO DE REDES DE ESGOTOS

17.1 REDE DE ESGOTOS DOMÉSTICOS

  • Rede de esgotos domésticos em condições de servir todos os aparelhos sanitários, de acordo com os regulamentos em vigor e o projeto da especialidade.
  • O dimensionamento dos tubos de queda e dos ramais de descarga será estabelecido através da regulamentação em vigor, com base no número de unidades de escoamento.
  • Os tubos de queda em tubo PVC serão ligados a partir da sua caixa de base às correspondentes caixas de ramal secundário, através de ramais com inclinação de 2%.
  • Caixas de visita em tijolo 0.30×0.20×0.07m com fundo e tampa de betão com as dimensões referidas no projeto da especialidade.
  • Tubos em PVC nos ramais exteriores domésticos entre a primeira e a última caixa, incluindo abertura e tapamento de valas.

17.2 REDE DE ESGOTOS PLUVIAIS

  • Rede de esgotos pluviais em tubo PVC para drenagem da água dos terraços, dos patamares das escadas, jardins, galerias de acesso e área aberta do do Piso 1.
  • Junto aos muros de suporte da construção enterrada, devidamente impermeabilizados, serão executados drenos para captação das águas de infiltração.
  • Manilhas de cimento nos ramais pluviais entre a primeira e a última caixa, incluindo abertura e tapamento de valas.
  • A ligação final far-se-á através de dois ramais independentes para esgotos domésticos e pluviais, a partir das respetivas caixas de ligação a implantar no exterior do edifício.

18. EQUIPAMENTO SANITÁRIO

Ao Empreiteiro compete a execução dos diversos trabalhos que constituem este capítulo, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos os trabalhos inerentes, conforme caderno de encargos.

a) Todo o equipamento deve ficar em boas condições de funcionamento.

b) Todos os aparelhos deverão ficar aptos a receber sifão individual, embebido ou à vista, conforme as respetivas especificações nos projetos das Redes de Fluidos.

c) Todos os aparelhos serão assentes e fixados de modo a ficarem horizontais, estáveis, apoiados em toda a base de assentamento e assegurando-se a sua vedação perfeita.

19. INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS E MECÂNICAS

  • A instalação elétrica e mecânica deverá ser executada de acordo com o projeto da especialidade aprovado, conforme indicações prestadas pela memória descritiva e justificativa, bem como pelas peças desenhadas que constituem o referido projeto.
  • O projeto da especialidade foi concebido de acordo com a arquitetura e a construção civil de modo a assegurar a sua perfeita conjugação; qualquer incompatibilidade ou deficiência na integração, notada pelo empreiteiro, deverá ser comunicada à Fiscalização para que sejam tomadas as medidas necessárias à resolução do problema.
  • Ao empreiteiro compete a execução dos diversos trabalhos que constituem este capítulo, incluindo o fornecimento e aplicação de todos os materiais com todos os trabalhos inerentes, conforme desenhos e caderno de encargos.